SEQVAP-EEL – InKemia na USP – Evolução do Biodiesel no Brasil e os desafios na p&d e na qualificação de mão de obra

Inkemia participou da Semana da Engenharia Química do Vale do Paraíba (SEQVAP – 2014) patrocinando o Mini-Curso “Evolução do Biodiesel no Brasil e os desafios na p&d e na qualificação de mão de obra”, ministrado pela Doutora Roseli Ap. Ferrari, pioneira na investigação sobre biodiesel no Brasil e investigadora do ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos) em Campinas.

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O evento ocorreu no dia 8 de Outubro e foi realizado nas dependências da Faculdade de Engenharia Química da USP (Universidade de São Paulo), na cidade de Lorena, SP, e contou com mais de 30 estudantes de Engenharia Química.

Nele, a palestrante mostrou o processo de desenvolvimento dos biocombustíveis no Brasil e no mundo, explicando sucintamente toda sua composição química e suas matérias primas mais abundantes e competitivas. Falou também sobre a história dos biocombustíveis, desde que Rudolf Diesel usou óleo de amendoim na demonstração do 1º motor à Diesel que, não por acaso, leva seu nome. A doutora também dissertou sobre a crise do petróleo na década de 1970, o que levou o mundo a pesquisar mais intensamente os biocombustíveis, sendo o Brasil um dos países que mais contribuíram para o feito, com o grande desenvolvimento da tecnologia do etanol à partir da cana-de-açúcar e da grande frota de carros movidos à álcool.

No campo dos desafios enfrentados pelo setor, a Doutora Roseli aponta como pontos críticos a dificuldade em se encontrar matéria prima em quantidade e qualidade adequadas, que não interfiram nem compitam com outras atividades como, por exemplo, a alimentação, além da falta de qualificação da mão-de-obra demandada pelo setor.

Vem-se desenvolvendo pesquisas para produção de biodiesel a partir das mais variadas matérias primas, como o pinhão manso, palma, babaçu e a macauba, mas ainda se encontram dificuldades devido à baixa produção de certos produtos, toxicidade de outros e ao nível atual do melhoramento genético destas plantas, para selecionar as que melhor produziriam.

Em contrapartida, a falta de mão-de-obra qualificada representa um problema no Brasil, país com potencial gigantesco para a produção e pesquisa de biodiesel mas com pouca oferta de profissionais de alto nível para a P&D e para a indústria.

Tal fenômeno ocorre em muitos setores e não há outra saída: é necessário formar profissionais de nível alto para todos os setores, afirma a Doutora Roseli. Portanto, especializar-se nestas áreas pode não apenas ser importante para o desenvolvimento do país, como também representa a garantia de empregabilidade.

O mini-curso terminou com a palestrante respondendo perguntas e tirando dúvidas do público, que saiu do evento com uma ótima impressão.

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