A Inkemia realizou em parceria com a empresa Colombiana Quasfar seu o primeiro curso internacional na Colômbia

A InKemia em parceria com a QUASFAR SA, realizou na Colômbia seu primeiro curso de Validação de Métodos Analíticos no qual participaram profissionais das mais tradicionais empresas farmacêuticas do país. Este curso foi ministrado por profissionais que estão atualmente trabalhando em laboratórios de análise e controle tanto na Colombia quanto no exterior. Além das aulas teóricas este curso ofereceu o treinamento prático (em laboratório). Esta combinação de professores com ampla experiência no mundo dos negócios e o treinamento prático permite que  os profissionais possam aplicar o conhecimento de forma eficaz em suas atividades profissionais.

Durante essa primeira experiência, algumas necessidades do setor farmacêutico colombiano foram detectadas, como por exemplo, necessidade de aprimoramento técnico para profissionais que atuam ou gostariam de atuar em laboratório de controle de qualidade. Baseado nisso, a Inkemia promoverá futuros cursos com a intenção de permitir aos profissionais e estudantes das indústrias química, cosméticos, alimentos, biotecnologia e áreas afins, uma oportunidade de investirem em seu crescimento profissional.

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Curso de degradação forçada de medicamentos, São Paulo, 24 a 26 de novembro

Curso desenvolvido para atender as demandas de analise dos produtos de degradação dos medicamentos que a legislação gerou recentemente. O curso promove importantes capacidades para quem deseja entrar ou ascender na indústria farmacêutica. O curso pretende apontar as diretrizes para o Planejamento do Estudo da Degradação, observando os aspectos dos ensaios, impurezas e purezas, validação, interpretação de resultados, limites, e elaboração de protocolos. A metodologia será calçada em exposição oral de conceitos, cases e definições gerais fazendo uso de material audiovisual e apostila. Afim de solidificar os conhecimentos adquiridos, haverá também uma aula complementar prática em laboratório para flexibilizar debates e estudos de caso.

BLOCO 1

  • Objetivos do estudo de degradação em medicamentos;
  • Legislação brasileira:
  • RESOLUÇÃO – RDC Nº 58, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2013;
  • RESOLUÇÃO – RDC N° 53, DE 4 DE DEZEMBRO DE 2015;
  • RESOLUÇÃO – RE Nº 1, DE 29 DE JULHO DE 2005;
  • RESOLUÇÃO – RE Nº 899, DE 29 DE MAIO DE 2003.
  • Critérios do ICH.

BLOCO 2

  • Estudos de degradação forçada: Cases
  • Testes de estresse, fundamentos condições e cuidados;
  • Hidrólise: Degradação ácida/alcalina;
  • Degradação oxidativa;
  • Degradação fotoquímica;
  • Degradação à temperatura;
  • Degradação à umidade;
  • Degradação à íons metálicos;
  • Apresentação dos resultados de estudos de degradação forçada em documentação regulatória;
  • Introdução a impurezas;
  • Orientações regulatórias em impurezas;
  • Passo a passo do desenvolvimento e validação de métodos para análise de produtos de degradação.

BLOCO 3

  • Aula prática em laboratório.

Inscrição aqui.

 

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GC2 Brasil e InKemia ampliam seu acordo de colaboração com a incorporação da parceria com Recerca Clínica para oferecer à indústria farmacêutica o desenvolvimento de estudos clínicos na Europa, Brasil e na América Latina

A empresa brasileira GC2 – Gestão do Conhecimento Científico SA, laboratório central de pesquisa pré-clínica e clínica com sede em São Paulo, Brasil; e InKemia Brasil, subsidiária da multinacional européia InKemia IUCT dedicada à geração de conhecimento de alto valor tecnológico para apoiar as indústrias de ciências da vida; estendem sua parceria na área de pesquisa clínica, incorporando a empresa Recerca Clínica, empresa de pesquisa clínica com sede em Barcelona, Espanha.

O acordo inicial focado em fornecer aos seus clientes um serviço completo nos estágios de desenvolvimento (novos produtos, fabricação e importação de medicamentos e serviços de consultoria) estende-se agora às fases pré-clínica e clínica através da colaboração com Recerca Clínica, empresa do grupo de InKemia IUCT.

Recerca Clínica é uma contract research organization (CRO) espanhola que apoia as empresas farmacêuticas, de biotecnologia, dispositivos médicos, sociedades científicas, CRO internacionais, instituições públicas e outros centros de pesquisa em estudos de planejamento de marketing,  pós-autorização, ensaios clínicos e da orientação em vários estágios de desenvolvimento (fase I -IV).

GC2 é um laboratório central brasileiro de pesquisa clínica e pré-clínica que atua desde a etapa de análise da viabilidade técnica, ao planejamento do desenvolvimento, até a execução de etapas de desenvolvimento clínico e pré-clínico de medicamentos.

Assim, a colaboração entre GC2 e Recerca Clínica oferece às empresas farmacêuticas dos países europeus, Brasil e de toda a América Latina a possibilidade de realização de estudos clínicos que incluam:

  • Serviços laboratoriais e de imagem centralizada;
  • Colaboração nos estudos clínicos com outras CROs;
  • Serviços de gerenciamento de dados para conduzir estudos clínicos.

Com a extensão desta colaboração entre GC2 e InKemia por meio da Recerca Clínica, estabelece-se um serviço completo de pesquisa e sem fronteiras que permite às empresas farmacêuticas realizar os seus ensaios clínicos para o desenvolvimento de novas drogas, seja em países da União Europeia, no Brasil ou na América Latina.

Para o CEO da GC2 SA, Dr. Carlos Kiffer, a incorporação de Recerca Clínica “está alinhada ao conceito de open-innovation e à nossa estratégia de operar com modelos de negócios flexíveis e que atendam ao mercado global, mantendo qualidade e rigor técnicos”.Para Kiffer “a parceria, além de completar o portfólio de ambas as empresas, abrirá portas bilateralmente no Brasil e na Europa para as indústrias farmacêuticas ampliarem seus desenvolvimentos”.O CEO da Recerca Clínica, Jordi Roma diz: “Na sociedade global só posso entender o crescimento empresarial baseado no compartilhamento do conhecimento de cada uma das partes; compartilhar para competir é para mim o melhor lema de crescimento. Com este acordo nós queremos adicionar e oferecer aos nossos clientes a segurança de estar em mais mercados com a melhor qualidade.” Por sua parte, Óscar Miranda, CEO da InKemia Brasil conclui que “a inclusão de Recerca Clínica junto a GC2 mostra a visão estratégica da InKemia que visa gerar conhecimento que se torne valor científico e técnico através de uma rede sinérgica de empresas de ciências vida que atuem em um mercado global. No final queremos que os nossos clientes ganhem eficiência e competitividade, para que possam oferecer melhores produtos e serviços”.

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Cromatografia líquida de alta eficiência – Parte 1

Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE, em inglês: High performance liquid chromatography, HPLC) é um método de separação de compostos químicos em solução. Tem sido amplamente utilizada como ferramenta em várias áreas da química e biologia.

A cromatografia liquida foi definida no início de 1900 pelo botânico russo Mikhail S. Tswett. Considerado o pai da cromatografia, Tswett publicou o primeiro artigo de cromatografia líquida, no qual ele descreveu a separação de compostos (pigmentos de folhas) extraídos de plantas, utilizando solvente em uma coluna empacotada com partículas de carbonato de cálcio. No período entre 1906 e 1952 houve alguns avanços importantes, como por exemplo o surgimento da técnica de cromatografia planar, onde um papel é usado como suporte. No entanto, em 1950 foi introduzido como alternativa a camada fina de sílica, que posteriormente ficou conhecida como cromatografia de camada delgada (CCD). O avanço da cromatografia em coluna foi por volta de 1940, onde Martin e Synge, ganhadores do prêmio Nobel, descreveram a descoberta da cromatografia líquida-líquida (ou partição). Com o passar do tempo, a cromatografia líquida foi se aperfeiçoando até chegar no que conhecemos hoje como cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) (JANDERA; HENZE, 2012; MILLER, 2005).

Princípios gerais da cromatografia

O princípio básico da cromatografia é a separação de misturas, no qual os componentes a serem separados são distribuídos entre duas fases, uma fase estacionária e uma fase móvel, como mostrado na figura 1.

Fig 1.jpg

 

Figura 1: Esquema simplificado de separação de duas misturas.

Entre os diferentes tipos de cromatografia, a cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE, em inglês: High performance liquid chromatography, HPLC) tem sido amplamente utilizada como uma ferramenta na bioquímica e análise de separação, identificação e quantificação de compostos ativos (HAYES et al., 2014). Um esquema simplificado de CLAE está descrito na figura 2.

Fig 2.jpg

Figura 2: Esquema de um HPLC: a) Reservatório da fase móvel; b) Desgaseificador; c) Bomba; d) Injetor de amostra; e) Compartimento de colunas termostatizado; f) Coluna de separação; g) Detector; h) Processador de dados.

Os principais componentes da cromatografia líquida são: a bomba, que movimenta a fase móvel e a amostra através da coluna; uma coluna, que contêm a fase estacionária, geralmente formada por partículas de sílica, porosas, esféricas e diâmetro em torno de 35 μm, e um detector que mostra os tempos de retenção das moléculas, sendo que o tempo de retenção varia de acordo com as interações da amostra com as fases estacionária e móvel (MALVIYA et al., 2010).

Parâmetros cromatográficos

Tempo de retenção

O tempo de retenção (tR) é o tempo gasto por um componente desde a sua injeção até a sua detecção na saída do sistema. O tempo de retenção engloba todo o tempo que um componente fica no sistema cromatográfico, seja diluído na fase móvel, seja retido na fase estacionária. A Figura 3 ilustra um cromatograma típico. O tempo indicado no primeiro sinal do cromatograma indica o tempo gasto pelas moléculas da fase móvel para atravessar a coluna e atingir o detector. Esse tempo é chamado de tempo morto (tM), e normalmente é determinado por algum composto ou impureza presente na mistura em análise que não é retido pela fase estacionária. Para a determinação dos tempos de retenção corrigidos (t’R) é necessário conhecer o tempo morto, uma vez que a correção é feita simplesmente descontando o seu valor do valor do tempo de retenção (MEYER, 2010).

Fig 3.jpg

Figura 3: Cromatograma típico para cálculo de parâmetros cromatográficos.

Fator de retenção ou capacidade

O fator de retenção é a medida da capacidade da coluna em reter um componente da amostra, ou seja, é a medida de retenção na fase estacionária (MILLER, 2005). O fator de retenção é dada pela equação abaixo:

EQ 1.jpg

onde,

k= fator de capacidade

tR = tempo de retenção

tM = tempo morto

Coeficiente de separação ou seletividade

O coeficiente de separação (a) é calculado pela razão entre os fatores de capacidade (k’) de dois compostos que resultem em picos adjacentes no cromatograma (MILLER, 2005). Por definição a seletividade é sempre maior que 1, e pode ser calculada pela equação abaixo:

EQ 2.jpg

onde,

a = fator de capacidade

k’B = fator de capacidade do composto B

k’A = fator de capacidade do composto A

trB = tempo de retenção do composto B

trA = tempo de retenção do composto A

tm = tempo morto

Eficiência

Para estimar a eficiência de uma coluna cromatográfica podemos usar dois termos que estão relacionados entre si: o número de pratos teóricos (N) e a altura equivalente a um prato teórico (H ou HETP), que se relacionam pela equação a seguir:

EQ 3.jpg

onde,

L = o comprimento da coluna cromatográfica

A altura equivalente de um prato teórico é utilizada para comparar a eficiência entre colunas de diferentes comprimentos. Quanto menor a altura do prato teórico, maior será a eficiência da coluna (MEYER, 2010).

Resolução

Para determinar a resolução entre duas bandas, consideram-se as larguras das bandas assim como seus respectivos tempos de retenção, de acordo com a equação a seguir:

EQ 4.jpg

Embora os parâmetros de citados acima sejam importantes, a separação de substâncias não depende somente deles. O alargamento das bandas, assim como a eficiência e a seletividade influenciam em uma boa resolução. Pode-se resumir a resolução como um relação complexa entre a eficiência (N), seletividade (α) e a retenção (k) (MEYER, 2010):

EQ 5.jpg

Alargamento de banda

Uma baixa eficiência de separação pode ser explicada pelo alargamento da banda de um composto. Há muitas razões que contribuem para o alargamento da banda, os fatores intrínsecos podem ser explicados pela equação de Van Deemter.

EQ 6.jpg

 

onde,

A = difusão por turbilhonamento (difusão de eddy)

B = difusão longitudinal

C = desequilíbrio local ou resistência à transferência de massa

A equação de Van Deemter é a equação fundamental para a descrição da performance de uma coluna, e mostra a relação da altura equivalente de um prato teórico, com a velocidade da fase móvel, u.

A difusão por turbilhonamento (A) é consequência dos diversos caminhos que as moléculas da amostra podem percorrer através da coluna. A difusão de três moléculas são mostradas na figura 4. Todas as três começam na mesma posição inicial, mas elas tendem a seguir caminhos diferentes ao longo da coluna empacotada. Devido ao fluxo constante da fase móvel, as três moléculas chegam com tempos diferentes e consequentemente se separando. A molécula que pegou o caminho direto (molécula 3) termina na parte da frente da banda, por exemplo. Esse termo da equação pode ser minimizado usando-se colunas de tamanho reduzido, com diâmetros internos menores, com enchimentos eficientes e partículas uniformes.

Fig 4.jpg

Figura 4: Ilustração da difusão de eddy ou efeito dos caminhos múltiplos.

O termo B, difusão longitudinal, se refere a difusão do soluto na fase móvel. Se a amostra permanece por um determinado período dentro da coluna, ela tenderá a se difundir em todas as direções (é como se fosse um cubo de açúcar dissolvendo no café sem agitar) (figura 5). Uma forma de minimizar este efeito é empregando-se altas velocidades lineares de fase móvel.

Fig 5.jpg

Figura 5: Alargamento da banda por difusão longitudinal

A resistência à transferência de massa, termo C, se refere ao processo de movimentação da amostra dentro e fora da fase estacionária e da fase móvel. Conforme a transferência de massas for mais rápida, melhor é a eficiência. Este processo pode ser melhorado pelo uso de camada mais finas de fase estacionárias, partículas menores, fases móveis de baixa viscosidade, assim como altas temperaturas (MILLER, 2005; MEYER, 2010).

 

Detectores de HPLC

O detector cromatográfico é um dispositivo conectado logo após a coluna cromatográfica que quando em contato com os analitos presentes no eluente, emite sinais elétricos que são registrados na forma de picos. Através deste registro, podem-se obter dados qualitativos e quantitativos sobre os analitos presentes na amostra.

Existem vários tipos de detectores, sendo que a escolha dependerá fortemente das características químicas ou físicas das espécies a se detectar. Os detectores de HPLC devem possuir várias características, entre elas:

Alta sensibilidade, seletividade, linearidade (correspondente a aumento da concentração do analito), pouco sensível às variações de temperatura e fluxo, preciso e com reprodutibilidade.  Assim, o detector ideal é aquele adequado ao seu sistema cromatográfico, a fase móvel (eluente) utilizada e principalmente as propriedades dos analitos alvos presentes na análise.

O primeiro detector considerado na cromatografia líquida foi o olho humano, que através dos experimentos clássicos utilizando uma coluna de vidro, permitiu-se separar os compostos de colorações diferentes.  Os primeiros detectores comerciais utilizados em um sistema de HPLC foram os detectores de índice de refração e de condutividade, entretanto, com a introdução do detector de UV em técnicas de HPLC, ampliaram-se as possibilidades de uso da cromatografia líquida na química analítica.

Detectores de UV-visível

São os detectores mais utilizados em HPLC, pois apresentam o mais baixo custo, aceitam o uso de gradiente e geralmente não são afetados por pequenas mudanças de fluxo e temperatura. Ele consiste em um fotômetro que mede a absorção de luz dos compostos, em certo comprimento de onda, compreendido entre as regiões visível e ultravioleta.

O princípio da detecção por UV-vis pode ser definido através da concentração do analito relacionada à fração da luz transmitida pela célula do detector pela lei de Beer-Lambert, onde:

A = Log (I0 / I ) = b.c. ε

Onde:

A – Absorbância ;

I0 – Intensidade da incidência de luz;

ε – Absortividade molar da substância;

b -Comprimento do percurso da célula do detector (cm) ;

c- Concentração da amostra em mols/L.

A absorvidade molar para um grande número de compostos pode ser encontrado na literatura. A absorbância geralmente é proporcional à concentração da amostra.

A configuração de um detector de UV-vis de comprimento de onda fixo pode ser representada pela seguinte figura 1:

Fig 1a.pptx.jpg

figura 1 – detector de UV-vis de comprimento de onda fixo

A lâmpada, também chamada de fonte luminosa, pode ser de tungstênio, deutério, mercúrio, zinco, cádmio, xenônio ou outros, que será aplicada de acordo com a configuração do detector e comprimento de onda desejado.

As configurações mais comuns dos detectores de UV-vis são: Detector de comprimento de onda fixo, detector de comprimento de onda variável e detector de rede de diodos (diode array).  Este último permite determinar os espectros das substâncias presentes da amostra no eluente com diferentes comprimentos de onda durante a análise cromatográfica.

A detecção por UV-vis é geralmente aplicada em compostos cujas moléculas possuam algumas características para a absorção na região de UV-vis. Abaixo segue tabela com os grupos principais que compõe os analitos analisados:

 

 

Tabela 1 – PRINCIPAIS GRUPOS QUE ABSORVEM NA REGIÃO DE UV-Vis
Ligação dupla adjacente a um átomo com um par de elétrons livres
Bromo, iodo ou enxofre
Grupo carbonila (C=O  )
Grupo nitro ( NO2  )
Duas ligações duplas conjugadas
Anel aromático
Íons inorgânicos: Brometo,iodeto, nitrito, nitrato

A intensidade da absorção da molécula dependerá dos grupos presentes e da influência que eles podem exercer sobre os outros grupos presentes.

Detector de Fluorescência

São sensíveis, seletivos e com alta especificidade entre os detectores de HPLC. A sensibilidade deste tipo de detector pode ser de 10 a 1000 vezes mais que os detectores de UV-vis.  O funcionamento do detector de fluorescência consiste em uma lâmpada de excitação  (de espectro de bandas ou contínuo) seguida por um filtro  ou uma rede de difração, incidindo o feixe luminoso sobre a célula da amostra e excitando a mesma, originando a emissão de um feixe de luz ao retornar ao estado fundamental, o qual é em seguida dirigido a um filtro ou monocromador, que seleciona o comprimento de onda emitido, fazendo-o incidir no  fotodetector. Aplica-se em análises de HPAs, aminoácidos, esteroides, vitaminas e aditivos, corantes alimentares.

Detector de índice de refração (RI – Refrative index)

Também chamado de refratômetro diferencial, é conhecido como detector universal por apresentarem resposta para qualquer espécie de amostra. A análise baseia-se na mudança do índice de refração do eluente por causa dos componentes da amostra. Quanto maior a diferença do índice de refração da fase móvel e o componente da amostra, mais intenso é o sinal. Há três tipos de sistema óptico utilizados nos detectores de índice de refração: Fresnel, Deflexão e interferômetro.

 

A figura 2 demostra a configuração típica de um detector de índice de refração.Fig 2a.jpg

figura 2 -configuração típica de um detector de índice de refração

Este detector possui as seguintes características:

– Versatilidade, pois detecta todos os solutos;

-Moderada sensibilidade, sendo o detector de UV 1000vezes mais sensíveis, assim não recomendável para análise de traços;

-Sensível a qualquer alteração de temperatura alterando a resposta do detector.

-Fácil de operar;

– Pouco recomendável realizar gradiente;

– Não é destrutivo.

Os detectores de índice de refração são empregados quando outros disponíveis não correspondem aos compostos de interesse e a sensibilidade não for muito importante, em separações preparativas e nas análises de macromoléculas em cromatografia de exclusão por tamanho.

Detector eletroquímico (amperométrico)

A detecção é feita através da oxidação ou redução de compostos em célula de fluxo a partir dos eletrodos de trabalho e de referência na presença de um potencial elétrico. Pode apresentar um limite de detecção extremamente baixo e muito utilizado em análises de traços de compostos orgânicos com grande seletividade.

Detector condutimétrico

Aplicado em cromatografia Iônica, estes detectores têm alta sensibilidade e seletividade.  A medição é realizada através da medida da condutividade total (eluente e componentes da amostra) com uma célula contendo entre dois a seis eletrodos de Ag, Pt ou aço inoxidável. Em alguns métodos, pode ser necessário o supressor, um artificio utilizado para reduzir os interferentes da fase móvel na medição. O detector condutimétrico é utilizado principalmente para determinação de cátions, ânions, metais, sulfactantes e ácidos orgânicos.

 

Espectrômetro de massas

Introduzido inicialmente em sistemas de HPLC com métodos bioanalíticos na determinação de fármacos em plasma e urina, os detectores de espectrômetro de massa para HPLC são muito utilizados em pesquisas e desenvolvimento permitindo a informação estrutural de compostos e a identificação de componentes desconhecidos presentes em amostras através da determinação de massa, carga  e estrutura proveniente da forma ionizada dos componentes . Possui alta sensibilidade e aplicável a diversos analitos. O avanço nas formas de nebulização para vaporização da amostra, minimizando os efeitos do eluente, permitiu uma ampla aplicação do espectrômetro de massas na cromatografia líquida, antes mais restrita a detecção por cromatografia gasosa para análise de compostos voláteis.

Os sistemas de HPLC-MS e HPLC- MS/ MS dispõe de dispositivos acoplados ao sistema para viabilizar a vaporização do eluente + compostos para pesquisa dos espectros/massa. Os mais comuns são ionização eletronebulização (ESI- electrospray ionization) e ionização química em pressão atmosférica (APCI – atmospheric pressure chemical ionization).

Além dos detectores citados, há muitos outros detectores para HPLC com diversas aplicações, específicos ou não, entre eles:

– Detectores de radiotividade;

– Detectores de quimioluminescência de nitrogênio;

– Detectores quirais;

– Detectores de espalhamento de luz (light-scattering).

 

 

 

 

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InKemia apresenta nova Newsletter para os profissionais das Ciências da Vida

Na linha de formação da InKemia estamos hoje apresentando nosso Newsletter com o objetivo de estabelecer um canal de comunicação com você. Uma forma de trocar experiências, apresentar as nossas capacidades e entender melhor os seus interesses. Esperamos que o conteúdo seja esclarecedor e motivador. Fique à vontade em enviar sugestões de conteúdos que sejam do seu interesse para formação@inkemia.com ou inscriva-se à lista.

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InKemia IUCT ganha 2 novos projetos de R & D. Um na área das doenças raras e outra de biocombustíveis avançados

A divisão do conhecimento de InKemia IUCT ganhou 2 concursos públicos competitivos, para ser realizados num consorcio de organizaçoes. O investimento em P&D realizada nestes projetos reportará resultados técnicos patenteáveis em forma de novos produtos, processos ou tecnologias. Desta forma, InKemia poderá aumentar significativamente a sua carteira própria de tecnologia ou “Pipeline”. InKemia utiliza vários canais de exploração simultânea do Know-how e das patentes obtidas em cada projeto, acelerando o tempo de recuperação do investimento, graças ao seu modelo inovador de operação multicanal.

Projeto P&D sobre Doenças Raras

IUCT, a divisão do conhecimento de InKemia, recebeu a aprovação do projecto de colaboração num programa financiado pela União Europeia. Este projeto envolverá um lucro operacional de 205.205 Euros para o InKemia IUCT, distribuído nos anos 2016-2017. Este é um projecto de consórcio no qual participam 7 PME, 1 Big Pharma e o o Hospital Universitário Vall d’Hebron de Barcelona. O projeto envolve um investimento total de todo o consórcio de 2,47 milhões de euros. O projeto total está focado para desenvolver uma plataforma de várias empresas para formar um cluster de tecnologia, que permita a obtenção de “soluções terapêuticas das doenças raras” de uma maneira muito mais eficiente e mais rápido do que atualmente. Depois de desenvolvido o sistema de integração dos vários parceiros com as linhas de cada empresa de pesquisa, será alcançada a máxima coordenação cluster. Graças às capacidades tecnológicas que reúnem as empresas participantes neste cluster, estas irão estar em posição para desenvolver novos medicamentos para doenças raras de forma competitiva e contínua, tanto para outras empresas quanto para as próprias carteiras de produtos. Especificamente InKemia participará no desenvolvimento de soluções terapêuticas para a doença rara distrofia miotônica (DM), da qual já tem muito bons resultados preliminares por meio de outros projetos de pesquisa anteriores. Entre as doença raras, a DM é a forma mais comum em adultos. Em particular, o tipo 1 da DM ou doença de Steinert afeta 1 em cada 8.000 pessoas. Trata-se de uma doença genética neuromuscular multissistémica, que inclui desordens da mobilidade, cardiovascular, digestivo, hiperinsulinemmia, cataratas, entre outros. Atualmente não existe terapia alguma para os enfermos.

Projeto de P&D de Biocombustíveis de 2ª geração

A divisão do conhecimento de InKemia IUCT também recebeu a aprovação de um projeto de P&D dentro do programa competitivo do Ministério de Economia da Espanha. Este projeto é intitulado “Preparação e qualificação de novos biocombustíveis: Integração das cadeias de valor e economia circular na indústria do biodiesel”. Este projeto requer um investimento em P&D de 427.651 € entre os 3 participantes projecto e uma assistência financeira de 199.995 € para o grupo InKemia, distribuídos entre os 24 meses de duração do projeto (2016-2018).

Este projeto tem como objetivo estudar em profundidade a melhora das propriedades obtidas pela incorporação do “S50” ou biocombustível de segunda geração patenteado pela InKemia IUCT, em misturas com combustíveis fósseis ou biocombustíveis de primeira geração. O projeto permitirá realizar testes de escala, determinar a qualidade da sua produção,além de estudar as percentagens de S50 que podem ser utilizados na mistura com outros combustíveis, seja para motores diesel ou caldeiras industriais.

Além da InKemia participam no projeto especialistas internacionais reconhecidos nas áreas de aplicação estudadas. Em um lado, a Universidade de Castilla la Mancha que estuda a aplicação do S50 em condições reais de motores diesel e as melhorias nas emissões. Por outro lado, a Universidade de Zaragoza que estuda o comportamento dos biocarburantes da InKemia nas caldeiras industriais. Algumas das propriedades mais importantes que serão demonstrada durante este projecto são: o nível de partículas suspensas ou gases NOx que podem ser reduzidas especialmente se o S50 é misturado com diesel de petróleo, e a diminuição real das emissões de CO, CO2 ou hidrocarbonetos, entre outros.

Características técnica dos biocombustíveis da InKemia

Os projetos de P&D executados pela InKemia IUCT tem permitido descobrir um biocombustível de 2ª Geração ou Avançado (S50) para motores diesel que se destaca pelas seguintes vantagens:

  1. Reduz em até um 30% a produção combinada de partículas suspensas e de gases NOX, na operação de motores diesel.
  2. Reduz as emissões netas de CO2 em comparação aos biocombustíveis de primeira geração.
  3. Além da redução das emissões de outros gases, melhora as propriedades intrínsecas do combustível .
  4. Minimiza o uso de matérias-primas alimentares.
  5. Usa a glicerina residual gerada em usinas de biodiesel convencionais como matéria-prima.
  6. Os processos de fabricação de S50 desenvolvidos são claramente flexíveis por sua capacidade de utilizar matérias-primas de diferentes níveis de qualidade e consegue um processo produtivo a custos altamente competitivos.
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GC-2 e InKemia firmam parceria para complementar os serviços que oferecem aos seus clientes

A GC2 – Gestão do Conhecimento Científico SA, laboratório central brasileiro de pesquisas pré clínicas e clínicas sediado em São Paulo, e a InKemia do Brasil empresa pertencente à multinacional europeia InKemia IUCT, sediada em Barcelona, Espanha, e devotada à geração de conhecimento de alto valor tecnológico para dar apoio às indústrias das ciências da vida, firmaram parceria para combinarem esforços de complementação dos serviços que oferecem aos seus clientes.

Este relacionamento nasce a partir do planejamento dos dois parceiros e da estratégia de internacionalização de ambos, fundamentada no reconhecimento do valor de proporcionar aos seus clientes soluções cada vez mais completas. A cooperação entre InKemia e GC2 se baseia na visão compartilhada da grande relevância do planejamento e da execução das etapas de desenvolvimento de medicamentos no Brasil para as indústrias do setor farmacêutico.

A missão da InKemia , sediada em Barcelona e com filiais pelo mundo, é a de apoiar as empresas dos segmentos farmacêutico e químico para o:

a) Desenvolvimento de novos produtos: drug master file, controle de produtos, desenvolvimento galênico e de métodos de analise físico-químico segundo a farmacopeia; isolamento, purificação e identificação de produtos e impurezas; e estudos de estabilidade de produtos farmacêuticos.

b) Fabricação de medicamentos: de lotes pilotos sob normas GMP (como laboratório farmacêutico fabricante de medicamentos autorizado pela Agencia Espanhola de Medicamentos) e fabricação de princípios ativos farmacêuticos.

c) Importação de medicamentos autorizado para a União Europeia.

d) Serviços de consultoria: implementação de GMP, GLP e consultoria científica e técnica.

A GC2 é um laboratório central para pesquisas clínicas e pré-clínicas e atua desde a análise da viabilidade técnica, planejamento do desenvolvimento, até a execução das etapas de desenvolvimento clínico e pré-clínico dos medicamentos, com as seguintes áreas foco:

a) P&D: desenvolvimento, validação e aplicação de provas de conceito e testes laboratoriais, modelos in silico de toxicidade de drogas e degradantes, modelos in silico de cinética e dinâmica de medicamentos; planejamento de desenvolvimento pré-clínico e clínico.

b) Laboratório: centralização, padronização e harmonização de exames laboratoriais, construção de kits de coleta, logística de amostras biológicas e de material seco, biorrepositório e envio de amostras para laboratórios no exterior.

c) Imagem: centralização, padronização e harmonização de exames de imagem, transmissão e armazenamento seguros de imagens via web, laudos centralizados e comparativos.

Para o CEO da GC2 S.A., Dr. Carlos Kiffer, a parceria “se baseia nas reconhecidas competências da Inkemia e na capacidade que ambas as empresas passam a possuir para atender toda a cadeia farmacêutica, desde formulações farmacotécnicas e lotes pilotos até delineamento e execução de testes clínicos”. Para Kiffer “a parceria ampliará as visões do processo como um todo e trará ainda mais assertividade na condução dos projetos de nossos clientes”. O CEO da InKemia do Brasil, Óscar Miranda diz “mostrar-se muito otimista com a parceria com uma empresa tão conceituada na área das pesquisas pré-clínicas e clínicas como a GC2. A parceria ajudará às empresas farmacêuticas a aumentar a eficiência no desenvolvimento dos produtos farmacêuticos a medida que diminuirá o tempo de desenvolvimento”. Miranda opina que “será acrescentado valor científico e técnico aos produtos farmacêuticos em benefício dos pacientes”.

Sobre a GC2: www.gcdois.com.br

A GC-2 Gestão do Conhecimento Científico S.A. é uma empresa privada, brasileira, criada em 2009 e focada em planejamento, gestão e execução de projetos de desenvolvimento de medicamentos. A GC-2 é, portanto, o primeiro laboratório central do Brasil exclusivamente dedicado ao setor de medicamentos, atuando em todas as fases de desenvolvimento nãoclínico e clínico através de uma variedade de serviços, incluindo Análise de Viabilidade Técnica, Delineamento de Estratégias e Planos de Desenvolvimento, Desenvolvimento e Validação de Testes Laboratoriais, Provas de Conceito, Modelos In Silico, Testes Toxicológicos, Ensaios Clínicos e Gestão de Projetos. Contatos: Inkemia IUCT Bruna Ferreira (11) 4349-3210 bruna.ferreira@inkemia.com GC2 Roberto Góis (11) 3528-7406 roberto.gois@gcdois.com.br

 

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Parceria entre o Conselho Regional de Química (CRQ-IV) e a InKemia Brasil

InKemia Brasil e o Conselho Regional de Química – IV Região (CRQ-IV) de São Paulo, Brasil estabeleceram uma parceria que proporcionará aos profissionais vinculados à entidade desconto de 10% na taxa de inscrição para todos os cursos que a empresa promoverá em 2016, além de sorteios de bolsas de estudo, que proporcionam uma redução de 80% no valor total desses cursos.

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A Ressonância Magnética Nuclear: Uma técnica analítica em expansão

A Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) é uma técnica analítica sofisticada e poderosa com uma variedade de aplicações em diferentes campos da pesquisa científica, da medicina e em diferentes setores industriais (farmacêutica, alimentícia, cosmética, agroquímica etc). Com o desenvolvimento da metodologia e instrumentação ao longo das últimas duas décadas, a RMN tornou-se uma das mais potente e versáteis técnicas espectroscópicas para a análise qualitativa e quantitativa tanto para os produtos naturais quanto para as misturas complexas. A InKemia há mais de uma década atua com esta técnica o que resultou na formação de uma equipe altamente especializada que atua em um ambiente de Boas Práticas de Fabricação (BPF) importante às necessidades da indústria de Ciências da Vida.

Introdução

A espectroscopia de RMN é baseada na absorção e reemissão de radiação electromagnética ocorre quando os núcleos de determinados átomos  imerso num campo electromagnético estática são expostas a um segundo campo magnético oscilante. A ressonância magnética é uma técnica sensível para compostos que comportam 1H, 13C, 19F, 15N, 31P e, portanto, pode ser considerado como um detector universal para compostos orgânicos. Atualmente, não há outra técnica analítica que em uma única análise seja capaz de fornecer informação qualitativa e quantitativa sem o uso de padrões externos, sem a aplicação de uma separação prévia dos diferentes compostos de uma amostra. Como a ressonância magnética é uma técnica analítica não destrutiva ela permite o desenvolvimento de métodos simples e preparações fácil de se comprovar e validar. As principais aplicações da análise da RMN são:

  •  Elucidação estrutural de moléculas orgânicas;
  • Abertura de fórmulas de  produtos, a fim de identificar os componentes individuais destes;
  • Identificação das Impurezas de elementos desconhecidos em amostras complexas,
  • A quantificação dos componentes de uma amostra;
  • Controle de qualidade de grandes quantidades de produtos químicos, produtos farmacêuticos, produtos naturais, nutracêuticos e alimentos;
  • Identificação de materiais;
  • Estudos de temperatura e cinéticos em misturas de reação e
  • Determinação enantiômeros.

Abaixo veremos as aplicações da RMN na análise quantitativa e sua aplicação nos setores farmacêuticos, alimentos, e agroquímica.

Aplicações da RMN Quantitativa

A Espectroscopia de RMN Quantitativa (qRMN) é um dos métodos mais eficazes para a identificação , autenticação e estrutura de qualquer composto orgânico e suas misturas análise. Ele é descrito na Farmacopéia Europeia como um dos adequado para fins de utilização tanto qualitativos e quantitativos técnicas analíticas. As principais vantagens de RMN quantitativa são:

  1. Intensidades de sinal integrado é diretamente proporcional ao número de átomos do grupo molecular responsável pelo sinal.
  2. Permite analisar amostras complexas sem o uso de padrões externos e os padrões de referência, algo impossível no  métodos cromatográficos, espectrometria de massa, fotométrico e outros métodos de análise utilizados.
  3. Como protons são detectados com a mesma sensibilidade, independentemente da natureza química da molécula, a necessidade de determinar os fatores de resposta correspondentes é evitado.
  4. Finalmente, existe uma relação linear entre ressonâncias integradas de componentes individuais do espectro e o seu conteúdo em substâncias estudadas o que permite quantificar amostras complexas num ensaio sem intensidades de separação anteriores.

Aplicações de RMN na indústria farmacêutica

A Espectroscopia de RMN tornou-se um dos métodos mais utilizados pela indústria farmacêutica. Tanto a Farmacopeia Europeia e a Farmacopeia dos Estados Unidos (USP) têm reconhecido o seu valor e tem capítulos gerais que descrevem o equipamento, técnicas, metodologia quantitativa e qualitativa a seguir. Ambos também têm monografias oficiais farmacopeia baseado em técnicas de RMN, em particular para substâncias complexas (produtos naturais ou biológicas) ensaios. Em geral, é usada para a identificação e a determinação das substâncias ativas ou substâncias relacionadas e outros testes de impurezas. As principais aplicações da análise de RMN são:

 1. Espectroscopia de RMN quantitativa (qNMR): Devido a uma resposta igual para qualquer composto dissolvido, a qRMN é uma excelente técnica para a quantificação de qualquer substância.

  • Exemplos de qNMR incluem a determinação da pureza dos ingredientes farmacêuticos activos (API) e quantificação dos ingredientes ativos, excipientes e impurezas em produtos farmacêuticos. Também podem ser determinados solventes residuais, isomeros, diastereómeros e o excesso enantiomérico.
  • Técnicas de RMN quantitativa é aplicada como uma alternativa à cromatografia convencional (HPLC), quando não estão disponíveis padrões de impurezas, como durante as fases iniciais do desenvolvimento da droga perfil/impureza.

2. Estudos  de  Espectroscopia RMN tornou-se um método insubstituível para a avaliação de qualidade farmacêutica, que é fundamental na identificação inequívoca e confirmação da estrutura.

  • O espectro de RMN pode oferecer informação detalhada sobre as estruturas moleculares e ajuda a confirmar e estabelecer a identidade das substâncias farmacêuticas e impurezas.
  • É notável a capacidade da técnica para efetuar a identificação e quantificação simultânea de impurezas que converte RMNq uma análise simples instrumento para farmacêutica.

3. A RMN é amplamente aplicada na descoberta de novas drogas. Estes estudos geralmente tem como objetivo a obtenção de:

  • A estrutura molecular da droga e da estrutura da ligação ao receptor e sua dinâmica no local do receptor
  • A estrutura do receptor e do seu complexo com o fármaco, fornecendo informações sobre a ligação e interacção do grupo funcional envolvido no reconhecimento do ligante e da ligação.

Aplicações da RMN na indústria de alimentos e agroquímicos

Nas últimas duas décadas, o uso da espectroscopia de RMN para a caracterização e análise de alimentos e materiais de agroquímicos floresceu, e esta tendência continua a crescer. Alguns exemplos são descritos são:

  • Análise de Vinho: para detetar a variedade, origem geográfica e possíveis adulterações, assim também criou-se um banco de dados com espectros de diferentes vinhos
  • Análise de  azeite (1H, 12C, 31P):. espectroscopia de RMN é uma ferramenta valiosa para determinar os diferentes compostos bioativos, avaliação e de certificação
  • Análises de mel: para detetar açúcares exógena.
  • Análise de Café: por exemplo, para autenticar o café colombiano origem por RMN 1H.

Conhecimento da INKEMIA em análise de RMN

Na InKemia temos uma experiência e conhecimento sólidos na aplicação das técnicas de RMN o que dá suporte a indústria química e farmacêutica, tanto para a análise qualitativa e quantitativa. A análise de RMN de alta resolução inclue o uso de um espectrômetro de 400 MHz qualificado e executado em um ambiente de Boas Práticas de Fabricação. Isso significa que todas as informações geradas podem ser incluídas na documentação de registro e também pode ajudar no desenvolvimento farmacêutico desde as fases iniciais até as de pós-autorização. Os principais serviços que oferecemos pela InKemia são:

1.    Análise qualitativa por fins de RMN de elucidação estrutural:

a.    Identificação de substâncias desconhecidas.

b.    Determinação dos intermediários de reação.

c.  Identificação de perfil de impurezas e substâncias desconhecidas nos ingredientes ativos ou em produtos formulados.

2.  Desenvolvimento de métodos de rotina  qualitativa e quantitativa para analisar um grande número de amostras.

3.  Desenvolvimento e validação de métodos analíticos por ressonância magnética quantitativa e qualitativa, realizada em conformidade com requisitos específicos do cliente.

       4.    Determinação da pureza quiral.

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Finep estreita parceria com a Espanha e anuncia novo edital com CTDI

A Finep e o Centro de Desenvolvimento Tecnológico Industrial da Espanha (CTDI) acabam de acertar o lançamento de um novo edital de cooperação, após a primeira chamada entre as duas agências , lançada em 2015. O presidente da Finep, Wanderley de Souza, em viagem à Espanha, também celebrou a organização de visita de empresários de pequenas empresas brasileiras ao país europeu, ainda este ano. “Planejamos o intercâmbio entre técnicos das duas agências para trocarem experiências na área da inovação tecnológica e estimular parcerias para ações conjuntas”, afirmou Wanderley. O presidente da financiadora tem participado de diversos encontros em Madri, com o objetivo de aumentar a interação entre os dois países, nas áreas de infraestrutura científica e de inovação.

No dia 11/7, Wanderley participou de uma reunião com a Secretária de Estado de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Espanha, Carmen Vela, pesquisadora na área de bioquímica de parasitos – semelhante à desenvolvida pelo presidente da Finep, pesquisador do Instituto de Biofísica da UFRJ. No encontro, foi aprovada a ideia de ampliar a interação mútua, tanto no que se refere ao intercâmbio de pesquisadores e técnicos que atuam em centros e laboratórios de infraestrutura científica, bem como o maior apoio e integração entre empresas de base tecnológica. “Essa conversa inicial fomentou o apoio para um novo edital, com o CTDI, equivalente espanhol da Finep”, explica Wanderley.

Na terça-feira, 12/7, Wanderley se reuniu com o embaixador do Brasil na Espanha, Antônio Simões, quando fizeram uma avaliação da cooperação científica entre os dois países nos últimos anos. Em seguida, o presidente foi recebido pelo reitor da Universidade Autônoma de Madri, José Maria Sanz Marínez, pelo diretor do Centro Nacional de Biotecnologia, Fernando Rojo, e pelo vice-presidente do Conselho Superior de Investigações Científicas, José Ramón Urquijo. Nesses encontros, o foco foi o estabelecimento de cooperação entre os centros de pesquisa com equipamentos de caráter multiusuário dos Brasil e da Espanha.

Fonte: FINEP.

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